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A palavra de Rosália Camargo é velocidade. Um dos grandes nomes brasileiros do Ultra Trail e detentora de resultados que impressionam, a atleta se desdobra entre a rotina puxada de atleta, arquiteta, esposa e mãe de uma filhinha pequena. Se tem uma coisa que Rosália faz bem, além de correr, é administrar seu tempo, já que seu dia começa antes mesmo do sol nascer e termina só quando Maria está dormindo tranquilamente. É, velocidade é realmente a palavra da homenageada no #MulheresQueComandam dessa semana. Batemos um papo com a Rosália para saber como foi que sua vida foi de encontro com as maratonas e como ela lida com uma rotina tão cheia.

1- Como foi o seu início nas maratonas? Como tudo começou?

Em 1995, fiz minha primeira maratona. Eu tinha 16 anos e logo me apaixonei. Foram várias, até que em 2004, comecei a participar de Ironman’s e depois de seis competições consecutivas, finalmente, em 2010, fiz minha primeira maratona de Trail Run. A partir daí foquei nas corridas de trilhas e, em 2011, já estava participando de ultramaratonas como o El Cruce e a Ultra Maratona da Ilha da Madeira.

2- Quais foram suas maiores dificuldades, no começo?

No início eu não tinha a menor noção de treinamento, da importância das subidas e descidas, essas coisas. Eu treinava muito volume sem qualidade específica. Não imaginava a importância dos equipamentos como mochilas, roupas e tênis para o sucesso das provas.

3-Hoje em dia, o que você diria que é seu maior desafio?

Hoje em dia minha maior dificuldade é conseguir treinar e descansar. Quando o volume de treino aumenta, é essencial dormir para recuperar.

4- O que te motiva a ir cada vez mais longe?

Minha paixão pela corrida, por estar ao ar livre e competir é muito grande. Eu adoro competir!

Sou uma mulher teimosa, eu não desisto do meu sonho de um dia correr a Western States Endurance Run – e isso me motiva. Correr provas longas sempre foi minha paixão, desde jovem e, antes mesmo de fazer minha primeira maratona, eu já tinha certeza de que ia cruzar desertos, subir vulcões e passar noites em claro correndo.

5- Como a Maria, sua filha, te acompanha nos treinos?

Hoje os treinos são um fator secundário no meu dia a dia, afinal, hoje tenho minha filha Maria, que me enche de felicidade a cada instante em que estamos juntas. Ela é companheira e, com apenas um ano de vida, escolhe minha roupa de corrida, ajuda a colocar e tirar tudo da máquina de lavar e até “corre” comigo. Esse ano já percorremos aproximadamente 2.000km pelas ciclovias do Rio de Janeiro.

Ela comanda meu dia, mas eu sei que em breve vou pegar minha Base Camp Duffel e separar com cuidado todo equipamento rumo a uma Ultra Maratona radical. Por enquanto sigo só com minha regata Better Than Naked, que seca rápido e me permite fazer o treino de ida e volta do escritório com muito conforto. Neste trajeto, estou sempre acompanhada da minha Enduro Plus e da Maria.

5- Como você acha que está a presença da mulher nas ultra maratonas?

A cada dia que passa, vejo mais mulheres competindo nas Ultras – e elas são fortes! Acho super bacana quando vejo a lista de inscritos das provas repleta de mulheres.

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Conhece uma atleta ou aventureira que também se encaixaria nessa série? Então nos indique enviando um e-mail para social@thenorthface.com.br. 

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