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Tentamos não começar esse post com uma frase batida, mas não teve como: filho de peixe, peixinho é. Neste caso, filha de Gustavo Ziller, apaixonada por escalada e por aventura é. Iara Ziller tem 13 anos e uma rotina de estudos e vida social como qualquer adolescente, mas com uma diferença da maioria dos jovens: seus dias são divididos, também, com a escalada. Com duas medalhas de dois importantes campeonatos disputados, Iara se vê a cada dia mais apaixonada pela modalidade e é um dos nomes para a gente acompanhar e ficar de olho. Para inspirar os aventureiros mais novos, batemos um papo com a aventureira que contou um pouquinho da sua rotina e de como tudo começou. Confira! 🙂

Quando foi que você começou a se interessar pela escalada?

Meu interesse pela escalada sempre existiu. Apesar de não praticar o esporte no começo, sempre pesquisei sobre e admirei as pessoas que escalavam. Quando eu assistia vídeos e olhava fotos de pessoas no alto de pedras com aquela paisagem maravilhosa, apesar de nem escalar ainda, eu já sentia a adrenalina deles. Até o dia em que minha prima me levou pela primeira vez pra escalar. Me lembro direitinho: estava na casa dela escalando portas e paredes até que ela disse que me levaria para escalar de verdade. Não acreditei! Assim que entrei na Rokaz (a academia de escalada onde treino) e vi aquelas paredes enormes, cordas penduradas e colchões espalhados por debaixo de todos os lugares, me senti em outro mundo. Nesse dia eu percebi que essa minha admiração nunca acabaria.

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Quando foi que você se descobriu realmente apaixonada pela modalidade?

Meu primeiro dia de escalada me marcou. Nunca vou esquecer, subindo nas paredes e as dores no corpo do dia seguinte. Mas a ficha realmente caiu quando fui minha primeira vez na pedra. Escutar os passarinhos gorjeando e a vista de quando você chega no alto da pedra é algo que me deixou maravilhada.

Você teve medo na sua primeira escalada? Como foi?

Minha primeira tentativa não foi muito como esperava. Em minha mente era muito fácil, igual a subir uma escada, até segurar em uma agarra e nem conseguir levantar. Olhar para o chão apenas dois metros acima dele já me apavorou. Fiquei parada lá em cima criando coragem e tentando me convencer de que quando soltasse da parede a corda me impediria de cair no chão. Depois de um tempo, acabei me acostumando com a ideia de me soltar da parede, mas de qualquer forma, preciso admitir que no Boulder não consigo pular. Todos me falam que não há menor problema pois têm colchões, mas do mesmo jeito continuo descendo da parede para não ter que pular.

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Com você concilia seus treinos com seus estudos?

A escalada não me atrapalha e nem me impede de fazer nada, nem mesmo estudar. Eu sempre procuro escalar de noite e três vezes por semana. Meu horário de aula é na parte da manhã, então, minha rotina é simples. Nas segundas, quartas e sextas feiras vou a aula, volto para casa faço minhas lições e depois fico com o tempo livre, quanto anoitece vou para Rokaz e passo mais duas horas escalando, volto pra casa tomo meu banho e vou dormir. Nas terças e quintas feiras tenho aula até mais tarde, então chego em casa bem cansada, assim que chego faço minhas coisas e quando está quase anoitecendo estudo. Dessa forma consigo conciliar meus estudos e a escalada de forma tranquila e saudável.

Além do bate-papo, pedimos para a Iara uma indicação de playlist para dar aquele gás em seu treino. Quer saber o que a escaladora escuta? Então aumenta o volume e solta o play!

 E para acompanhar os próximos treinos da Iaiá, é só segui-la no Instagram @iara.ziller 😉

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