Foto: Ju Naidrão/Flickr - Creative Commons

O Peru é um país cheio de atrativos para quem gosta de aventura, cultura e principalmente história. Quem resolve explorar o país encontra diversas opções de trilhas que passam por complexos arqueológicos repletos de memórias das civilizações antigas e por paisagens únicas no mundo.

Nós escolhemos três locais que não podem faltar no seu roteiro de viagens pelo Peru:

  1. Machu Picchu

Também conhecido como “cidade perdida”, Machu Picchu é um dos patrimônios mundiais da Unesco e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. O local é também o principal símbolo do Império Inca e um dos pontos turísticos mais famosos de todo o Peru. Para os mais aventureiros, é possível chegar até a cidade por um dos diversos caminhos da Trilha Inca, mas também existem opções de trens e automóveis que levam os visitantes até a cidade.

Machu Picchu é cheia de mistérios. Apesar de ter sido construída em meados do século XV, a cidade foi descoberta apenas em 1911. A maior parte das construções que existem por lá atualmente foram refeitas e mesmo assim existe uma grande preocupação com a conservação local, prejudicada pela grande quantidade de turistas que visitam a região todos os anos.

Foto: Natasha Mori/Arquivo Pessoal

Foto: Natasha Mori/Arquivo Pessoal

  1. Salinas de Mara

As Salinas de Mara estão localizadas a apenas 40 km de Cusco e são um espetáculo que vale muito a pena ser visto de perto, já que não é comum ver uma montanha coberta por pequenos lagos de sal. Os pesquisadores acreditam que a estrutura das salinas foi construída há mais de dois mil anos, em um período pré-Inca. Desde então, elas funcionam como uma importante fonte de recursos locais.

São mais de três mil salinas, perfeitamente separadas entre si por pedras. Cada um desses pequenos lagos tem, em média 4 metros quadrados de área e apenas 30 centímetros de profundidade. A água é originalmente doce e provém do degelo, ao passar interior da montanha ela carrega consigo o sal, que se espalha por todas as salinas. O processo é cuidadosamente acompanhado pelos locais, já que a divisão é feita em um sistema cooperativo e cada família tem direito a uma das reservas. Os “guardas” das salinas acompanham a evaporação da água e fazem a retirada do sal. O processo acontece, em média, 3 vezes a cada dez meses e é possível retirar 150 quilos de sal de cada reservatório. As salinas têm uma enorme importância cultural e econômica, além de serem um verdadeiro espetáculo para os visitantes.

  1. Montanha Arco-Íris

Este é o destino menos explorado entre os três que nós escolhemos nesta matéria. Mas, isso não quer dizer que ele seja inferior. Pelo contrário! A Montanha do Arco-Íris é, realmente, de tirar o fôlego, não só pela altitude, mas por sua beleza única e indescritível.

A variação de cores que cobrem a montanha parece ter sido feita artificialmente em um editor de imagens, mas é totalmente real. Para chegar lá, no entanto, é preciso se preparar fisicamente. A trilha que leva ao topo de Montanha do Arco-Íris não é longa, mas os efeitos da altitude tornam tudo mais difícil. A caminhada leva de quatro a seis horas, para percorrer uma distância de apenas 15 quilômetros. O topo está a, aproximadamente, cinco mil metros de altitude e é justamente isso que torna os passos mais lentos e a respiração mais difícil.

Mas, todo o esforço é compensado na chegada ao cume, onde é possível desfrutar de uma verdadeira obra de arte que parece ter sido pintada à mão.

Escrito por Thaís Teisen
Thaís Teisen é jornalista, formada pela FIAM-FAAM, com especialização em Mídias Digitais pela Universidade Metodista de São Paulo. É apaixonada por esportes, natureza, música e faz parte do time The North Face de Conteúdo Digital.