Foto: TorstenDietrich/Flickr - Creative Commons

O monte Everest não é apenas a montanha mais alta do mundo, ele também é um dos maiores desafios e objeto de desejo de quase todo aventureiro. Desde a década de 90, o local recebe cada vez mais expedições comerciais, o que fez com que a quantidade de turistas na montanha aumentasse exponencialmente. Junto com a grande quantidade de pessoas, vêm também os impactos ambientais deixados pelos seres humanos.

Para se ter uma noção, de acordo com a Federação Internacional de Escalada e Montanhismo (UIAA), durante as temporadas de escalada, são gerados 12 mil quilos de dejetos sólidos humanos apenas no Acampamento Base do Everest. Atualmente esse resíduo é descartado de uma maneira altamente perigosa. Os dejetos são colocados em barris e levados até poços abertos próximos à geleira Khumbu, onde são descartados sem nenhum tratamento ou cuidado ambiental. A prática coloca em risco toda a comunidade sherpa e até os turistas que visitam a região.

Para mudar este cenário, a UIAA aprovou a implantação do Projeto de Biogás do Monte Everest (MEBP), uma ideia desenvolvida por um time de engenheiros e cientistas norte-americanos. O plano consiste em desenvolver um sistema de biogás capaz de armazenar água, funcionar a partir de energia solar e, obviamente, transformar os resíduos em energia e fertilizantes.

Ao mesmo tempo em que a proposta resolve o problema dos resíduos, ela colabora economicamente com a comunidade local e ajuda a levar mais estrutura aos moradores de uma região tão isolada. De acordo com o planejamento, o sistema deve começar a ser instalado ainda neste ano para entrar em funcionamento em 2019.

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Foto: TorstenDietrich/Flickr – Creative Commons

Escrito por Thaís Teisen
Thaís Teisen é jornalista, formada pela FIAM-FAAM, com especialização em Mídias Digitais pela Universidade Metodista de São Paulo. É apaixonada por esportes, natureza, música e faz parte do time The North Face de Conteúdo Digital.