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Não é de hoje que a superlotação de visitantes em Macchu Picchu, um dos pontos turísticos mais famosos do Peru, é alvo de discussões. O local, que é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco desde 1983, é alvo de preocupação quanto à conservação histórica e agora também tem sido analisado como potencial risco para a contaminação por Covid-19. Para evitar que as comunidades locais sofram as consequências do avanço da pandemia, o governo do Peru estuda reabrir as ruinas de Macchu Picchu com limitação diária de 2.244 visitantes.

De acordo com a reportagem publicada na revista GoOutside, durante a alta temporada o local chegava a receber até 5 mil pessoas por dia. A grande concentração turística já havia acendido o sinal de alerta de autoridades ao redor do mundo em relação à dificuldade de preservar a estrutura original tendo uma atividade turística tão intensa.

Foto: Willian Justen de Vasconcellos / Unsplash – Creative Commons

Já existiam projetos de limitação para o acesso a Macchu Picchu e agora com a pandemia isso foi apenas acelerado. A intenção do governo peruano era de, inclusive, reabrir a região para o turismo no início desse mês como forma de retomar as atividades econômicas e turísticas, mas os planos foram adiados por medo do contágio.

O governo ainda não divulgou a nova data para reabertura do turismo na região de Cusco. O país já registra oficialmente mais de 300 mil pessoas contaminadas pelo coronavírus e quase 11 mil mortes pelo vírus.


Escrito por

Thaís Teisen

Jornalista, formada pela FIAM-FAAM, com especialização em Mídias Digitais pela Universidade Metodista de São Paulo. É apaixonada por esportes, natureza, música e faz parte do time The North Face de Conteúdo Digital.