Inspiração

Um mês abaixo de zero 

Para embarcar rumo ao frio do extremo norte da Europa, você precisa estar atento a roupa certa!

Por mais de quatro semanas seguidas os termômetros nunca marcaram acima de zero. Manter-se aquecido passou a ser uma tarefa complicada, principalmente para quem cresceu em um país tropical, acostumado com o frio “soft” do inverno paulistano. Sabíamos que o sucesso da nossa aventura estava diretamente relacionado a escolha da roupa certa para o frio da região – principalmente durante as longas noites em busca da Aurora Boreal – com temperaturas abaixo de -20 graus.

Rachel Spencer no meio de uma nevasca na Noruega

Iniciamos nossa aventura, na remota Tromso, localizada ao norte da Noruega. A cidade é uma das principais portas de entrada para a região da Lapônia, que fica também no norte da Escandinávia e era nosso principal destino.

Mal descemos do avião e nossos gorros já estavam brancos da fina neve que caía junto com a temperatura. Fomos recebidos com 4 graus negativos. Alugamos um carro e ficamos surpresos com a infraestrutura: as estradas estavam limpas, sem neve alguma! No ar rolava uma certa ansiedade. Como seriam os próximos dias? Como a Rachel lidaria com o frio? Afinal, esse sempre foi um de seus maiores desafios viajando o mundo nos últimos sete anos.

No dia da chegada, vestíamos calça impermeável, botas para neve e meias 100% lã merino. Já na parte de cima, camiseta de algodão, fleece e uma boa jaqueta impermeável, junto com gorro e luvas simples. Não era necessário vestirmos mais camadas, uma vez que a maior parte do tempo estávamos fechados no aeroporto, no carro, no hotel ou no mercado.

 

A hora da verdade

Conforme nos afastávamos da costa e seguíamos rumo a Lapônia Finlandesa, a temperatura caia a cada novo quilometro percorrido. As paisagens começavam a mudar e agora o branco da neve tomava conta de tudo.  A boa notícia é que as estradas seguiam em ótimas condições, com caminhões limpando constantemente a neve que não parava de cair.

 

Com os termômetros estacionados sempre abaixo de -12 graus durante o dia, tivemos que dar um upgrade na forma como nos vestíamos. Agora, já não era mais opcional o uso das roupas térmicas (também conhecidas como segunda pele ou baselayer). Se estávamos fora do chalet, tínhamos que estar prontos para o clima gelado.

A rotina nesses dias consistia em dirigir sem destino pela região, algo que sempre gostamos muito de fazer. Explorar sem muito compromisso, deixar o acaso fazer a sua magia. Pelo percurso via-se rios congelados, florestas cobertas de neve fresca, vilarejos isolados, alguns carros e diversos bandos de renas, muito famosas nessa parte do mundo.

Nosso uniforme passou a ser botas com solado bem grosso e impermeáveis mais as meias de lã merino. Nas pernas, usávamos a segunda pele junto com a calça impermeável. Em cima, a segunda pele vinha seguida de uma blusa fleece, colete de Thermoball ou  jaqueta de pluma de ganso e gorro. Dependendo do tempo que ficássemos fora do carro, adicionava ainda mais uma jaqueta impermeável, luva estilo “mittens” e pescoceira. Aliás, era também essa indumentária toda que vestíamos durante as noites caçando a Aurora Boreal. E foi assim que chegamos a pegar -33 graus! Frio cortante, que mesmo muito bem-vestido, castiga o corpo.

Memórias geladas

Ao longo de quatro semanas vivemos momentos inesquecíveis no norte da Escandinávia. Das intermináveis noites de Aurora, da beleza ímpar dos fiordes, do silêncio de estar longe de tudo. A Lapônia oferece o cenário perfeito para quem está em busca de uma experiência única nos confins da Europa. Com certeza com a roupa certa para o frio, tudo fica mais fácil e ainda mais bonito.

6 peças que fizeram a diferença

1 – Parka Feminina Gotham

2 – Meia Trekking Heavy Crew

3 – Segunda pele

4 – Jaqueta Stretch Down

5 – Jaqueta Impermeável Venture

6 – Colete Thermoball

Nosso produto preferido?

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Escrito por

viajologoexisto

Leo e Chel Spencer estão na estrada desde 2013, quando largaram tudo em São Paulo para dar uma volta ao mundo de carro. Já visitaram mais de 125 países, escreveram 4 livros e seguem explorando os lugares mais bonitos do mundo.