Foto: Andy Bradon

Afinal, são os perrengues que nos rendem os maiores aprendizados e as melhores histórias

Todo mochileiro ou trilheiro que se preze já passou por algum perrengue. Há algumas semanas, nós perguntamos aos nossos seguidores quais tinham sido as maiores “furadas” que eles passaram em uma viagem de aventura. Tem aqueles que terminaram a trilha correndo de pumas, deram de cara com ursos, passaram horas pendurados na corda durante a descida de rapel, acampamento que praticamente pegou fogo e muito mais!

Nós escolhemos alguns deles para compartilhar com vocês. Afinal, são os perrengues que nos rendem os maiores aprendizados e as melhores histórias =)

  1. #SouForteSouDoNorte

@chef.mama.renatinha – Estava usando o sapato errado e pisei em um marajeseiro (planta típica da floresta amazônica que tem milhares de espinhos bem finos que perfuram tudo e causam infecção) que estava por baixo de uma cama de folhas mortas. Com calma, tirei o pé do emaranhado, levantei a calça, tirei o sapato e a meia. Um amigo me deu um saco plástico grosso e continuei e trilha, porque sou #soufortesoudonorte e não iria deixar de curtir por causa disso 😉

  1. A primeira vez a gente nunca esquece

@nandokanarski – Estava acampando pela primeira vez. Foi na Namíbia, no parque Etosha. Depois de arrumar a barraca, tomar banho e comer, acabei pegando no sono. Horas depois acordei de madrugada sem ter pego o saco de dormir no ônibus que nos transportava. Passei algumas horas do maior frio que senti na vida. O deserto castiga a noite, eu não estava preparado. Embora tenha tentado jogar diversas roupas sobre mim, sofri demais com o frio, até de manhazinha quando o café da manhã me esquentou. Daquela noite em diante, nunca mais esqueci do saco de dormir =D =D

  1. Faça chuva ou faça sol

@renan.moyses – Eu e minha noiva fomos acampar no Pico da Bandeira – ES, durante o inverno. Não tínhamos isolante térmico e nem sacos de dormir apropriados. Fez -3°C à noite, passamos muito frio! Mas saímos 1h30 da manhã pra subir o pico e ver o sol nascer. Ela não estava com roupas adequadas e colocou a anorak por cima de vários moletons. Resultado: a anorak segurou a umidade do suor e molhou toda a roupa dela, isso já bem lá em cima, ela teve princípio de hipotermia, e o que salvou ela foi, coincidentemente, minha jaqueta North Face com hyvent… =) =) =) Mas voltamos no ano seguinte e curtimos muito!

  1. À prova de vento

Barankevicz Travessia da Serra Fina, pegamos chuva, frio, vento e neblina na subida da pedra da Mina, capa de chuva não aguentou, anorak também não. Atacando, já pra chegar ao cume, o vento “tava” tão forte que tive que sentar e me agarrar nas pedras, o peso da mochila pesada me jogava para trás. Quando cheguei ao cume, chorei horrores e meu guia que estava com seu pai choraram muito também emocionados. Depois começou o pior perrengue: frio, roupas molhadas e eu com início de hipotermia… foram umas três horas para eu conseguir voltar a falar normalmente e a temperatura do corpo retornar. No outro dia, amanheceu um dia lindo e, como acampamos próximo ao cume, conseguimos retornar e ver a cama de nuvens e o dia abençoado que Deus nos proporcionou. Foi tenso, mas hoje quando estou com algum problema sempre lembro da força que eu tive lá e isso me motiva a superar meus desafios sempre.

  1. Taca-lhe fogo!

Galbraith Borges Um imbecil deixou cair o desodorante aerosol dele perto da fogueira, o desodorante rolou e entrou na fogueira, explodiu e jogou brasa na minha barraca… 10 dias acampando só no saco de dormir e carregando as varetas da barraca que pegou fogo.

CHRIS BURKARD 2014 THE NORTHFACE THERMOBALL SHOOT. TOFINO, BRITISH COLOMBIA CANADA. TALENT:CALLUM PETTIT INSTAGRAM: @CHRISBURKARD FACEBOOK: CHRIS BURKARD PHOTOGRAPHY TWITTER: @CHRIS BURKARD M Thermoball Hoodie C761 BH7 Monterey Blue

Simone Philippi – Levar 9 horas para fazer 50km (faço em 2h40min normalmente) de bicicleta, em outubro de 2016, no Caminho de Santiago de Compostela (caminho português), fronteira entre Portugal e Espanha, com muita chuva, pedra, subida e bike, literalmente nas costas. Começou a escurecer, no meio do mato, e eu e meu marido sem luz na bike. Ele passando muito mal, muito fraco, e eu segurando o nervosismo. Só tínhamos as setas para nos guiar, sem GPS. Mas terminamos bem, chegando perto das 7 da noite na cidade. Foi punk. Controlar os pensamentos, ficar focado, não entrar em desespero foi o maior desafio.

Por sorte eu decidi comprar calça da North Face para chuva na cidade do Porto. Além do casaco, que segura uns 8 ml de chuva bem. Amarrei a barra da calça e pedalei 200km seca. Foi o que me salvou. Meu marido não quis comprar… passou perrengue maior que eu.

  1. Esse é pra casar (ou não!)

@Homeromunaretti – Carregar peso demais em uma travessia e ainda sua namorada não aguentar a mochila dela e te fazer carregar as duas cargueiras por todo o percurso. Pra ajudar, o fogareiro não funcionou, quase botei fogo no acampamento, pois vazou gás, e, por fim, tivemos que racionar o que dava pra comer cru kkkk.

  1. Desafiando os próprios fantasmas

@dany_zonatto Meu mico recente foi na Travessia de Campos do Jordão a Pindamonhangaba: 44km! 😅😅 Tínhamos que atravessar uma ponte pelos dormentes da linha do trem, os amigos me negaram ajuda, pois acreditavam na minha capacidade de atravessar sozinha. Enfim, lá foi eu de bundinha, dormente a dormente. Ao chegar do outro lado cantaram “Parabéns” (hahahaha). Foi incrível! Detalhe: eu no sufoco, suando frio e ele registrando o mico.

  1. Só não esquece a cabeça…

@brunoffrocha – Chegar no pico a noite e perceber que tinha esquecido a barraca!

  1. Quem nunca?

@heliowilliam – Caganeira 💩💩💩!

Escrito por Thaís Teisen
Thaís Teisen é jornalista, formada pela FIAM-FAAM, com especialização em Mídias Digitais pela Universidade Metodista de São Paulo. É apaixonada por esportes, natureza, música e faz parte do time The North Face de Conteúdo Digital.