San Elias, Fernanda Maciel, Mike Wolfe, Paige Clausen. The North Face Spring 2016 Mountain Athletics. New York. Photographer: Greg Mionske. The North Face Rights Expire: 07_30_17.

Se você está em busca de um cérebro saudável, comece investindo no seu preparo físico. Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores da Kings College London analisou durante dez anos a relação entre a força das pernas e o funcionamento do cérebro, identificando uma relação diretamente proporcional entre eles.

A equipe liderada pela doutora Claire Steves passou dez anos estudando uma amostra de 300 pacientes. Para que as diferenças pudessem ser observadas com mais exatidão, o grupo era formado apenas por irmãs gêmeas, com idades entre 43 e 73 anos.

Para que as análises físicas fossem feitas, os pesquisadores contaram com um aparelho de musculação adaptado, para mensurar a força e a velocidade dos movimentos das pernas. Os testes cerebrais foram feitos com base em avaliações de habilidades cognitivas e a capacidade individual para processar novas informações.

Após uma décadas de estudos, o resultado foi de que os participantes com pernas mais fortes foram mais capazes de manter a saúde mental durante todo o período de pesquisa. Quanto mais fortes eram as pernas, melhores eram as habilidades cognitivas e menores eram as chances de mudanças cerebrais relacionadas à idade.

Apesar de a pesquisa usar as pernas como referência, isso não significa, no entanto, que apenas os membros inferiores devam ser trabalhados nas atividades físicas, visando uma melhora mental. A escolha pelas pernas como base para o estudo deve-se ao fato de que a região concentra grandes músculos que ajudam a determinar com mais facilidade a capacidade física de cada paciente.

Escrito por Thaís Teisen
Thaís Teisen é jornalista, formada pela FIAM-FAAM, com especialização em Mídias Digitais pela Universidade Metodista de São Paulo. É apaixonada por esportes, natureza, música e faz parte do time The North Face de Conteúdo Digital.