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O Ministério do Meio Ambiente iniciou nesta semana a entrega de cadeiras de rodas adaptadas para que pessoas com deficiências físicas tenham acesso às trilhas dentro dos Parques Nacionais. Inicialmente o governo disponibilizará 30 unidades, que serão distribuídas em parques de todas as regiões do país.

O modelo utilizado é a “Julietti”, cadeira criada pelo casal Guilherme e Juliana, do @montanhaparatodos. A adaptação, desenvolvida pelo próprio Guilherme, é fruto de muitos anos de estudos, testes e esforços para que a esposa, Juliana, pudesse seguir conhecendo trilhas e subindo montanhas pelo mundo à fora mesmo depois de ter se tornado cadeirante. Nenhum problema físico os impediu de seguirem atrás do sonho de viver em meio à natureza e desbravar trilhas em família.

A primeira unidade de conservação a receber as “Juliettis” foi a Floresta Nacional de Brasília. No total, cinco exemplares já foram disponibilizados para uso na floresta e no Parque Nacional de Brasília. De acordo com o programa do MMA, outras 25 unidades devem ser espalhadas pelo país em outros parques com potencial para o ecoturismo

Durante a cerimônia de entrega, a atleta paralímpica Andrea Pontes teve a oportunidade de estrear uma Julietti na Trilha Jatobá e a expectativa é bem positiva: “Como as trilhas geralmente não possuem acesso às cadeiras de rodas, as pessoas com deficiência não costumam frequentar trilhas. Com as cadeiras Julietti, espero ver mais pessoas com deficiência na natureza, praticando esportes”, comentou a atleta.

Foto: Divulgação/ Ministério do Meio Ambiente

Mais estrutura

Além das cadeiras adaptadas, a Floresta Nacional de Brasília, junto com o parceiro Cerrado Te Quero Bem, está recebendo a reestruturação também na Trilha Murundus. O projeto inclui também adaptações feitas para que deficientes visuais e pessoas com outras necessidades especiais e idosos possam frequentar os parques e terem acesso às trilhas, que são locais dificilmente visitados por esses grupos justamente pelas dificuldades no acesso e locomoção. Para tornar isso possível, a Trilha Murundus deve receber piso táteis, cordas guias e serviços de interpretação ambiental.


Escrito por

Thaís Teisen

Jornalista, formada pela FIAM-FAAM, com especialização em Mídias Digitais pela Universidade Metodista de São Paulo. É apaixonada por esportes, natureza, música e faz parte do time The North Face de Conteúdo Digital.